21 maio 2007

Pai ou mãe?

Eu acho que a mãe sempre fica com o papel mais importante, de cuidar, de estar sempre perto, nas horas boas e ruins, dando sempre uma mãozinha. Geralmente os filhos são mais apegados a mãe. Os pais fazem mais o papel de um conselheiro, tentando sempre ajudar os filhos nas suas escolhas, dizendo o sim e o não de todas as horas.
Eu já tive experiências boas e ruins ao mesmo tempo, meu pai nunca foi tão apegado a mim, não chegou a tempo nos momentos em que eu mais precisava dele. Às vezes os filhos não dão valor aos pais, quando não nos deixam sair e tal, e muitas vezes rolam brigas, desrespeito, xingamentos, etc. Não botamos na cabeça que ali em casa eles é que tem autoridade máxima e acabamos nos dando os limites que queremos, desobedecendo as pessoas que, sem dúvida são as que mais nos amam nesse mundo, que até morreriam para nos ver feliz, ficando um contra o outro muitas vezes. Mas quando acontece alguma coisa de ruim conosco, eles são os primeiros que nos dão a mão mostrando o que devemos fazer e que caminho devemos seguir. Mesmo depois de tudo que fazemos de mal a eles, com certeza nossos pais são as pessoas que nunca irão nos odiar por mais que a gente desobedeça e por todos os erros que cometemos. É comum ouvir pessoas reclamando dos pais que tem, mas é mais comum ainda ouvir pessoas dizendo que sonham em ter os seus.
Só quando os perdemos percebemos quanta falta eles fazem e o quanto eram importantes para nós.
Jussara Pasqualon, turma 83

13 maio 2007

Vamos conhecer crônica?

A palavra crônica deriva do Latim chronica, que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica. Crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém.A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. (fonte wikipédia)

Leia a crônica abaixo e reflita sobre a questão proposta no final dela.


Ser pai é bom demais

Crônica

Caio Riter é porto-alegrense, autor de vários livros , alguns deles premiados

Houve um tempo em que eu acreditava que pais eram mães ou que podiam ser. No sonho de ser pai, sabia que homens e mulheres se tornam iguais na concepção. Diferenças inexistiam, era o que pensava. Afinal, basta transitar pelas ruas e encontraremos muitos pais em funções outrora maternas: bebês no colo, mamadeiras em apronte, carrinhos guiados com delicadeza por másculas mãos, futuros sendo empurrados pelos balanços e carrosséis da vida. Eu tinha essa certeza; a observação e o sentimento é que a gestavam em mim: pais e mães são indistintos na vida de um filho.


Na minha fantasia, eu ia sonhando e me preparando para ser pai-mãe. Homem repleto de maternidade. E como inexistem forças capazes de impedir que um sonho bem sonhado real se torne, virei pai. Curti desde o primeiro instante aquela semente que crescia no ventre da mulher amada. Experiência repetida. Duas outras mulheres vindo ao mundo. E ver aqueles rostinhos alegres, brilho de afeto resplandecendo a cada carinho, a cada conquista, sempre foi o presente maior. Fui, então, sendo o que queria ser: pai.


Fui homem de acordar na madrugada ao chamado da palavra-mágica; fui homem de me deitar no chão para virar barco, cavalo ou outra coisa. Fui homem de invenção de teatros; de canções de ninar, de histórias de boca, inventadas no momento exato da contação; fui herói de afugentar monstros horrorosos. Fui sendo pai do jeito que sabia e que julgava que um pai devia ser.
Mas jamais fui mãe.


Um pai, por mais que deseje, nunca será mãe. Só pai, no tudo de bom que um pai possa ser. Porém, apenas pai. Nada mais que pai.


Um pai, por mais pai que seja, não é mãe. A mulher que gera um outro ser estabelece uma relação de cumplicidade que homem nenhum atingirá. Nós, os pais, durante a gestação, na verdade, ficamos de fora. Por mais que sejamos chamados a participar, estamos de fora. Somos um apêndice numa relação visceral. Um coadjuvante que é apenas personagem secundário. Apenas o amigo do mocinho. Amigo que precisa descobrir seus modos de atuação, que precisa fazer-se necessário na urdidura da narrativa familiar, a fim de ser também fundamental parte na história daquele que vai tornando-se gente.


Mas jamais será mãe.


Não nutriu com sua vida a vida do outro, não partilhou com o outro toda a sua carga emotiva, não dormiu o outro no embalo do ritmo do seu coração. Não. E tudo isso antes mesmo do nascer.


As mães, esses seres com os quais estabelecemos uma relação eterna (para o bem ou para o mal), estarão sempre, me parece, na dianteira de qualquer pai que se arvore em mãe. Elas nutrem os filhos não apenas com seu sangue, mas com suas alegrias, tristezas, com suas certezas e hesitações. Mães alimentam seus rebentos com a própria vida.


Ser pai, é claro, tem lá sua força no crescer de um filho. É união eterna também. Mas não é sobre isso que falo. Falo de algo que vem de além do nascimento. Relação mágica, dupla, forte. Não sei se me entendem. Entretanto, é apenas isso: se ser pai é bom demais, ser mãe deve ser melhor ainda.
Fonte Zero Hora
A Crônica toca num assunto cotidiano que é família. Como você sente o papel de pai e o papel de mãe na vida dos filhos? Existem situações específicas para um ou para outro? Escreva sobre isso, estando na condição de filho.

16 março 2007

Nosso blog na Revista Educação

Estamos na edição 119 da revista Educação que traz matéria sobre a utilização dos blogs pelos professores. O blog Palavra Aberta da professora Gládis dos Santos e o blog Escrevendo com o Escritor, desenvolvido pela Prof. Andréa Toledo, com as quais já interagimos muitas vezes, também são citados.



MESTRES NO CIBERESPAÇO

Blogs ampliam o espaço educacional de professores e alunos com possibilidade de trilhar informações de forma criativa e prazerosa.

Leia a matéria completa aqui.

10 março 2007

Amazônia

Iniciando o ano de 2007, desejo a todos, alunos, visitantes, muita saúde,paz e boas energias. Que este possa ser um espaço de muita interação e aprendizagem colaborativa. Iniciamos nossas reflexões abordando um tema da maior importância: o meio-ambiente. Nosso foco será a Amazônia. Analise o material publicado, pense, discuta e deixe sua opinião nos comentários. Defenda o verde! Defenda a vida!

Uma imagem


Fonte: http://www.universia.com.br

O que a imagem te revela ou faz pensar?

09 março 2007

Uma Música

Nosso rei, Roberto Carlos, cantou em versos sua preocupação com a Amazônia, a maior reserva florestal do mundo. Que sentimento essa letra traz a você?



Amazônia
Roberto e Erasmo Carlos
Tanto amor perdido no mundo
Verdadeira selva de enganos
A visão cruel e deserta
De um futuro de poucos anos
Sangue verde derramado
O solo manchado
Feridas na Selva
A lei do machado
Avalanches de desatinos
Numa ambição desmedida
Absurdos contra os destinos
De tantas fontes de vida
Quanta falta de juízo
Tolices fatais
Quem desmata, mata
Não sabe o que faz
Como dormir e sonhar
Quando a fumaça no ar
Arde nos olhos de quem pode ver
Terríveis sinais de alerta,
desperta pra selva viver
Amazônia, insônia do mundo
Amazônia, insônia do mundo
Todos os gigantes tombados
Deram suas folhas ao vento
Folhas são bilhetes deixados
Aos homens do nosso tempo
Quantos anjos queridos
Guerreiros de fato
De morte feridos
Caídos no mato
Como dormir e sonhar
Quando a fumaça no ar
Arde nos olhos de quem pode ver
Terríveis sinais de alerta,
desperta pra selva viver
Amazônia, insônia do mundo

Um Vídeo

Através deste vídeo, reflita sobre esse patrimônio da natureza. A quem pertence a Amazônia? Podemos nos apropriar dos recursos naturais, colocando em risco a vida da humanidade? A quem compete defendê-la? De que forma podemos contribuir enquanto cidadãos? Deixe seu comentário.

Uma lenda

Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos.De caráter fantástico e/ou fictício, as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana.(Wikipédia) . Na lenda abaixo, um ser fantástico protege a floresta de seus agressores.

Leia e faça uma relação da ficção com a realidade. Quem são os Curupiras de hoje? E quem seriam os agressores da floresta?

CURUPIRA

Um ser lendário bastante comum na Amazônia é o Curupira, descrito como um menino de estatura baixa, cabelos cor de fogo e pés com calcanhares para frente que confundem os caçadores. Dizem que o Curupira gosta de sentar na sobra das mangueiras para comer os frutos. Lá fica entretido ao deliciar cada manga. Mas se percebe que é observado, o Curupira logo sai correndo, e numa velocidade tão grande que a visão humana não consegue acompanhar. "Não adianta correr atrás de um Curupira", dizem os caboclos, "porque não há quem o alcance".O Curupira tem a função de proteger a mata e seus habitantes, inclusive pune quem os agride. Há muitos casos também de Curupiras que se encantam por crianças pequenas, que são levadas embora por algum tempo e depois devolvidas aos pais, em geral depois de 7 anos.As crianças encantadas pelo Curupira nunca voltam a ser as mesmas depois de terem vivido na floresta, encantadas pela visagem.Muito traquino, o Curupira também pode encantar adultos. Em muitos casos contados, o Curupira mundia os caçadores que se aventuram a permanecer no mato nas chamadas horas mortas. O encantado tenta sair da mata, mas não consegue. Surpreende-se passando sempre pelos mesmos locais e percebe que está na verdade andando em círculos. Em algum lugar bem próximo, o Curupira está lhe observando: "estou sendo mundiado pelo Curupira", pensa o encantado.Daí só resta uma alternativa: parar de andar, pegar um pedaço de cipó e fazer dele uma bolinha. Deve-se tecer o cipó muito bem escondendo a ponta, de forma que seja muito difícil desenrolar o novelo. Depois disso, a pessoa deve jogar a pequena bola bem longe e gritar: "quero ver tu achares a ponta". A pessoa mundiada deve aguarda um pouco para recomeçar a tentativa de sair da mata.Diz a lenda que, de tão curioso, o Curupira não resiste ao novelo. Senta e fica lá entretido tentando desenrolar a bola de cipó para achar a ponta. Vira a bola de um lado, de outro e acaba se esquecendo da pessoa de quem malinou. Dessa forma, desfaz-se o encanto e a pessoa consegue encontrar o caminho de casa.

Conheça mais lendas da Amazônia aqui.

04 março 2007

Uma carta aberta, um manifesto

Amazônia para Sempre


Artistas brasileiros escreveram uma carta aberta ao povo brasileiro conclamando a todos para participarem de um manifesto em favor da Amazônia. Todos são convidados a assinarem o documento, que será enviado ao Planalto a fim de que sejam tomadas providências legais para a proteção da floresta. Assistam à animação e participem da assinatura do manisfesto. Vamos lutar pela vida!
Clique na imagem para ver a animação.

15 dezembro 2006

Finalizando o ano!

Fonte:vitorm.webhs.org/blog/?cat=1&paged=2




“Então é Natal...
E o que você fez?
O ano termina

E nasce outra vez!
Então é Natal!
A festa cristã
Do velho e do novo,

Do amor como um todo!
E então é Natal
Pro enfermo e pro são
Pro rico e pro pobre

Num só coração!
Então, bom Natal
Pro branco e pro negro,
Amarelo e vermelho,

Pra paz, afinal!...
Então, bom Natal!
E um Ano Novo também!
Que seja feliz quem

Souber o que é o Bem...”

(John Lennon e Yoko Ono - versão: Cláudio Rabello)

Queridos educandos , amigos escritores e visitantes mais um ano termina. Durante 2006 trocamos saberes, somamos conhecimentos. Quero agradecer a todos pela presença, participação e desejar um 2007 de boas realizações. Retornamos no ano que vem com novos desafios.
Deixem seu recadinho final!
Abraço comovido
Professora Marli

14 dezembro 2006

Parabéns Caio!

Nosso amigo Caio Riter foi premiado com o livro O Rapaz que não era de Liverpool. Ficamos felizes e mandamos abraços ao Caio.
Açorianos de Literatura foi entregue ontem



Caio Riter, premiado na categoria Infanto-Juvenil
O Prêmio Açorianos de Literatura foi entregue ontem à noite no Teatro Renascença. A Noite do Livro, com tema 'O sonho de voar com as palavras', premiou as seguintes obras: 'Solenar', de Rafael Bán Jacobsen (Narrativa Longa); 'Iberê Camargo - Catálogo Raisonné', de Mônica Zielinsky e 'Negro em preto e branco', org: Irene Santos (Especial); 'Teresa, que esperava as uvas e outros contos', de Monique Revillion, (Livro do Ano e Conto); 'Para homens na crise dos 40 e mulheres interessadas em compreendê-los', de Juremir Machado da Silva (Crônica); 'Ressurgimento', de Marilice Costi (Poesia); 'Metamorfoses do conceito', de Márcia Tiburi (Ensaio de Humanidades); 'Caderno de pauta simples - Erico Verissimo e a crítica literária', org: Maria da Glória Bordini e 'Mario Quintana desconhecido', de Armindo Trevisan (Ensaios de Literatura); 'O galinheiro do Bartolomeu', de Christina Dias (Literatura Infantil); 'O rapaz que não era de Liverpool', de Caio Riter (Infanto-Juvenil); 'Magnólia', de Marcia Tiburi e capa de Silvana Mattievich (Capa); 'Margs - 50 anos', org: Paulo Gomes e Vera Grecco e projeto gráfico/design para Clô Barcellos; 'Ensinei meu gato a falar francês', de Sérgio Brandão e ilustração de Sérgio Fernando Luiz (Ilustração).
Receberam ainda os troféus de destaque: Livraria do Arvoredo; Editora Casa Verde; Biblioteca do Clube de Mães do bairro Cristal; Revista Arquipélago (IEL); Revista Aplauso; Programa Prefácio (Ipanema FM); Programa Tempo de Letras (UniTV); e StudioClio.

JORNAL CORREIO DO POVO, 13 DE DEZEMBRO DE 2006.